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18-Ago-2009 12:00 - Atualizado em 16/03/2016 09:08

Novo sistema para um consumo inteligente de energia elétrica

Um novo sistema para ler os hábitos de consumo de energia teve redobrado impulso no Brasil, após consulta pública realizada pela Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel), sobre a substituição, nas residências brasileiras, dos convencionais medidores analógicos por modernos aparelhos digitais.

Sabe-se que o relógio mecânico medidor do consumo revela informações úteis apenas para o técnico que vai proceder a leitura do registro, enquanto a medição eletrônica possibilita um sistema de geração e distribuição de energia mais eficiente e econômico, permitindo tarifar de acordo com o horário de uso. Esse procedimento torna a energia mais barata para as residências em determinados horários, tal como ocorre em relação às tarifas de telefonia.

Apesar de o setor industrial ser responsável pela maior parte do consumo, 20% dos usuários seriam beneficiados com a inovação.

Além da tarifação por horário, o sistema digital oferece outras vantagens. Com o conhecimento da energia gasta e de como ela foi usada em certos períodos, o consumidor terá em mão seu completo perfil de uso, adquirindo possibilidades efetivas de saber como reduzir o desperdício e quais os melhores horários para utilizar os eletrodomésticos que mais consomem.

A partir do uso da tecnologia digital, será possível detectar, de modo rápido, eventuais falhas no fornecimento de energia, localizando com presteza os problemas ocorridos e fazendo disparar providenciais alertas automáticos. Desse modo, tanto o consumidor quanto a fiscalização contariam com um reforço esclarecedor de indiscutível valia para dimensionar a qualidade do serviço prestado pelas empresas. As vantagens do sistema já apresentaram resultados na África do Sul, onde a adoção de medidores eletrônicos proporcionou redução de 20% no consumo residencial.

No Brasil, no Estado do Rio de Janeiro, antes da instalação de 300 mil dispositivos no gênero, 27% da energia eram furtados através das ligações ilícitas popularmente conhecidas como "gatos", o que acarretava prejuízo anual em torno de R$ 800 milhões, hoje reduzido em 20%.

Os medidores digitais a serem utilizados no País precisam passar pelo crivo do Instituto Nacional de Metrologia, Normalização e Qualidade Industrial (Inmetro), a fim de que sempre seja testada apropriadamente a sua eficiência.

Diante do que se pretende, há ainda a ressaltar que o bom funcionamento do denominado sistema racional de distribuição e aferição do uso de energia depende tanto da responsabilidade do usuário, que já paga por itens como investimentos em infra-estrutura e furtos dos "gatos", quanto das empresas concessionárias, obrigadas a manter uma rede eficiente de fornecimento, constantemente atualizada por meio de modernos recursos surgidos para o aperfeiçoamento do setor.

O equipamento digital vem no momento em que se enfatiza a necessidade de reduzir o consumo de energia elétrica, um insumo caro no País. Uma campanha institucional pode esclarecer a população das vantagens individuais de seu uso inteligente.

Diário do Nordeste
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