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11-Out-2018 14:31 - Atualizado em 11/10/2018 15:16
Construção Civil

Casa em isopor, você já viu?

Construção Pré Fabricada com (EPS)  Isopor é tendência em vários países do mundo! Graças aos vários benefícios que o isopor proporciona ao homem e o meio ambiente. O Isopor é o agregado número 1 quando nos referimos a isolamento térmico e tem espaço crescente na construção Civil.

Resumo Técnico

Eps: é a sigla internacional POLIESTIRENO EXPANDIDO de acordo com a norma ISSO 1043/78. É conhecido popularmente como isopor. O Eps foi descoberto em 1949 em um laboratório na Alemanha. O Eps é um plástico rígido resultante da polimerização do estireno em água. O produto final é composto de pérolas de até 3mm ( que são aquelas bolinhas quando descascamos um isopor) que se destinam a expansão. Essas pérolas se expandem até 50 vezes o seu tamanho original através de vapor, fundindo-se e moldando-se em diversas formas. Os produtos finais são inodoros, não contaminam o solo, água e ar, são 100% recicláveis e podem voltar a condição de matéria prima. O Eps tem inúmeras aplicações entre elas, indústrias, agricultura, construção civil ( é o caso dos painéis em Eps) onde sua utilização é mais usada e difundida. O Eps é comprovadamente um material isolante e anti - chama, onde é regido pela norma MB-1192/77, a qual, determina o grau de resistência do fogo para componentes construtivos. O Eps neste caso é denominado auto-extinguível, pois em contato com o fogo ele não inflama por conter inibidores de combustão. Os painéis e outros componentes de Eps popularmente chamados de Isopor, são regidos por normas técnicas através da ABNT ( Associação Brasileira de Normas Técnicas) e portante, passaram por estudos e todo tipo de testes para chegar a você consumidor final, onde poderá utilizar com qualidade e segurança o EPS em suas varias finalidades. Este sistema é tão confiável, que já é usado nos países de primeiro mundo como E.U.A, Europa e outros.

Materiais para montagem dos painéis

A construção das paredes requer a montagem de grandes painéis compostos de chapas EPS com densidade de 15 kg/m³ a 16 kg/m³ do tipo 4F (NBR 11949), de no mínimo 80 mm, que são cortadas de acordo com a especificação de cada projeto . Na seqüência, duas telas de aço eletrossoldadas de 3,4 mm de 15 cm x 15 cm fazem um sanduíche da peça e são presas por grampos. Os painéis de EPS podem ser ondulados, retangulares ou duplos, e sua utilização, como veremos a seguir, será determinada pela capacidade de se preencher as cavidades com argamassa, para que se formem microcolunas de reforço. Na construção de prédios com vários pavimentos, os painéis principais de sustentação devem ser duplos, com espaço variável entre eles, conforme a altura do edifício, e serão preenchidos com concreto estrutural. No final, o aspecto da edificação será de construção tradicional de alvenaria. O sistema monolítico pode ser empregado para executar tanto paredes como pisos e coberturas inclinadas.

Projeto

Os painéis monolíticos de EPS interagem sem problemas com outros materiais, devendo-se evitar apenas os solventes. De um modo geral, as obras com paredes e lajes de blocos de EPS reforçados e revestidos empregam os mesmos materiais utilizados na construção civil convencional. Para desenvolver esse sistema foram realizados cálculos e ensaios de resistência dos elementos utilizados, tanto para atendimento de peculiaridades arquitetônicas como para permitir flexibilidade à passagem de instalações elétricas e hidráulicas. Ao contrário de outras soluções construtivas, o painel de EPS é bastante leve (2,5 kg/m2 a 4 kg/m2 antes da aplicação da argamassa), enquanto as mesmas dimensões de alvenaria simples podem chegar a 120 kg/m2. Os projetos permitem construção de casas com mais de um andar sem a necessidade de colunas ou vigas. O conceito estrutural desse sistema pode ser considerado realmente monolítico, característica de grande vantagem quanto à estabilidade da edificação como um todo, pois foi desenvolvido para suportar abalos sísmicos e distribuir de maneira uniforme as cargas sobre as fundações. Além dessas vantagens, o usuário usufrui de um isolamento termoacústico sem a necessidade do uso de aparelhos de condicionamento de ar. Sistemas construtivos monolíticos com painéis de EPS permitem executar residências (fotos 4 e 5), prédios industriais, comerciais e casas populares, como é largamente feito hoje nas Américas do Sul e Norte, Europa, Ásia, África e Austrália. 

Execução

Primeira etapa: preparação das fundações, feitas de acordo com o cálculo estrutural. Após o término das fundações deverão ser fixados arranques de aço de 3,4 mm a 5 mm e 30 cm acima do piso (fotos ), que alinhados pelo gabarito da obra serão fixados aos painéis monolíticos. 

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Segunda etapa: pisos com laje treliçada unidirecional de EPS de 10 cm, em alguns casos, como os ilustrados neste artigo (fotos 8 e 9), empregam uma malha de 3,4 mm de 15 cm x 15 cm em pontos onde o vão é maior, mas não há necessidade do uso da malha em todas as peças da obra. Deve-se seguir, em todo caso, a orientação do calculista. 

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Terceira etapa: fixar os painéis nos arranques com o auxílio de um grampeador com grampos de aço CA 60 (o mesmo que prende a malha aos painéis). O trabalho de montagem poderá ser facilitado com a numeração dos painéis. As abas dos painéis deverão ser reforçadas com telas de aço eletrossoldadas sobrepostas ao painel ao lado. Nos cantos dos painéis e nos cantos das portas e janelas (foto 10) pedaços de tela devem ser colocados nos lados interno e externo na posição diagonal, para absorver tensões e eventuais trincas. 

Quarta etapa: para garantir o prumo e alinhamento dos painéis utilizam-se réguas que são fixadas na horizontal a 2 m do piso. As escoras reguláveis, na diagonal perpendicular às réguas, são ajustadas para garantir a verticalidade dos painéis (foto 11). Devem ser usadas réguas de alumínio, que também podem ser substituídas, sem qualquer prejuízo, por sarrafos de madeira. Caso os painéis sejam aplicados num segundo piso, os processos se repetem, não havendo necessidade de arranques (a própria tela dos painéis verticais poderá fazer essa função).

Quinta etapa: para embutimento das instalações elétrica e hidráulica, deve-se projetar o posicionamento das passagens (foto 12). O traçado dos tubos poderá ser marcado com tinta spray. Utilizando-se um soprador térmico (pistola de ar quente) abrem-se sulcos por onde a tubulação deverá passar, seguindo as marcas feitas anteriormente pelo spray. O ar quente funde a espuma com facilidade. Em seguida, os tubos devem ser colados debaixo da tela de aço, montando-se todo o conjunto antes da etapa de revestimento. As saídas de hidráulica e caixas para instalação elétrica devem ser fixadas na malha de aço e reguladas para que fiquem no mesmo plano da face concluída do revestimento (foto 13).

Sexta etapa: o revestimento poderá ser executado com argamassa industrializada para reboco aplicada em duas camadas. A primeira preenche a superfície do painel de EPS (que pode ser ondulada ou quadrada) até facear com a tela de aço, nas duas faces do painel (fotos 14 e 15). Esse cuidado é importante para que a parede não apresente retração diferencial nas faces revestidas. Após a cura total inicia-se a colocação de caixilhos e batentes, que depois de fixados, nivelados e aprumados, devem ser protegidos para que não sofram respingos da argamassa da segunda aplicação (fotos 16 e 17). Nessa fase pode ser usada a argamassa projetada ou simples, lançada manualmente, que deve ser desempenada até se atingir a espessura especificada no projeto para aplicação de cerâmica. Para essa finalidade deverão ser utilizadas argamassa ACI industrializada (NBR 14081 a 14084) em áreas internas e ACII para áreas externas. Caso o projeto exija aplicação de porcelanato, a argamassa deve ser adequada para esse fim (normalmente a utilizada é ACIII).

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outubro, 2018, editor,
EPS

Vantagens em construir com Eps

  • A construção com EPS proporciona ao usuário conforto térmico e acústico
  • Material aprovado pela Caixa Econômica Federal
  • Qualidade de vida, melhores condições de saúde pois o material não propaga fungos ou bactérias
  • Possibilidade de certificação LEED® for Home
  • Redução no consumo de energia
  • Benefícios com a legislação verde

Principais vantagens de se construir com o EPS

  • Baixo Peso (Material até 80% mais leve que o tijolo)
  • Alta Resistência Mecânica e Baixa Absorção de Água
  • Facilidade de Manuseio e Alta Versatilidade
  • Resistência ao Envelhecimento e Absorção de Choques
  • Resistência à Compressão e Isolamento balístico
  • Resíduos 100% recicláveis

Ensaios de caracterização do EPS (poliestireno expandido) Permeabilidade ao vapor d'água – ASTM E 96-80 Absorção de água – ASTM D 2842/69

Ensaios de caracterização da malha
Ensaio de cisalhamento na tração, ensaio de tração – MB 776/89, NBR 6207/82, EB 565/89

Ensaios de qualidade do painel pronto
Verificação da resistência a cargas horizontais uniformemente distribuídas
Verificação da resistência a impacto de corpo mole
Verificação do comportamento sob efeito de solicitações transmitidas por portas
Determinação da resistência à flexão e à carga concentrada
Verificação do conforto térmico – ANSI/ASHRAE 55-1981
Determinação da resistência ao fogo em paredes com função estrutural – MB 1192/77
Determinação de estanqueidade à água de paredes externas
Isolação de som aéreo – ISO 140/111
Ensaio em câmara climatizada para avaliação da resistência do revestimento aplicado ao desenvolvimento de fungos emboloradores – Mil/Std 810 – Method 508.3 "Fungus"

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