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30-Jun-2009 12:00 - Atualizado em 16/03/2016 09:08

Banda Larga Móvel deve quadruplicar até fim de 2010, diz associação

O mercado de banda larga móvel, utilizando as redes de telefonia celular, deve dobrar de tamanho até o fim do ano e provavelmente quadruplicar até o fim de 2010. A afirmação é do vice-presidente de Políticas Públicas da Associação GSM, Ricardo Tavares. Segundo ele, é de olho nesta possibilidade que as empresas fornecedoras de equipamentos, de aparelhos celulares e modens de banda larga estão trabalhando para antecipar a licitação de novas licenças para prestar serviços de telefonia e banda larga móvel.

Para Tavares, novas licenças são necessárias, porque as empresas devem chegar, no próximo ano, ao limite máximo de capacidade com as atuais redes. "Precisamos de mais banda (frequências) para acomodar mais usuários e ampliar a capacidade", afirmou Tavares depois de participar do seminário LTE Tecnologia e Mercado.

Ele defende a adoção no Brasil da tecnologia LTE, que representa a quarta geração da telefonia celular, com maior velocidade e capacidade de conexão à internet. Hoje, a velocidade das redes móveis de conexão à internet é de cerca de 1 megabits por segundo (Mbps), enquanto na LTE a velocidade pode chegar a 50 Mbps.

A terceira geração da telefonia celular (3G), segundo Tavares, alcançou no Brasil 6 milhões de clientes, sendo que deste total 3 milhões são de modens para conexão à internet em banda larga móvel. A expectativa, segundo ele, é de alcançar até o fim do ano 12 milhões de clientes e manter o ritmo de crescimento em 2010.

"A LTE vai ter uma adoção rápida no Brasil, nossa economia está bem e há uma forte demanda por banda larga", disse Tavares, assegurando que a tecnologia está pronta para ser implantada no País tão logo seja feita a licitação. Tecnicamente, a operação da quarta geração pode começar de seis a nove meses depois da concessão da licença.

O secretário de Telecomunicações do Ministério das Comunicações, Roberto Pinto Martins, disse antes, no mesmo seminário, que o governo deve promover no início do próximo ano uma licitação para a venda de novas licenças de banda larga, mas não citou nenhuma tecnologia específica. Se esta previsão se confirmar, a quarta geração pode chegar ao Brasil no fim do próximo ano.

A Associação GSM quer que as licenças sejam concedidas para uso da frequência de 2,5 gigahertz, hoje ocupada em parte pelas operadoras de TV por assinatura via micro-ondas terrestres (MMDS). As operadoras, por sua vez não querem dividir a faixa, porque planejam usar a tecnologia WiMax para também oferecer serviços de banda larga. A decisão de dividir ou não a faixa vem sendo adiada há vários meses pela Agência Nacional de Telecomunicações.

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