Imprensa

;
14-Abr-2009 12:00 - Atualizado em 16/03/2016 09:08

Automação residencial - Controles integrados

Alto investimento em tecnologia é compensado pela economia no consumo de água e energia elétrica. Mercado oferece equipamentos nacionais e importados, mas é preciso saber escolher

Vendida ao longo da última década como artigo de luxo, devido ao preço e à sofisticação de seus sistemas, a automação residencial pode se transformar numa importante ferramenta para a redução do consumo doméstico de recursos cada vez mais escassos, como água e energia elétrica.

O integrador de sistemas deve hoje mostrar ao consumidor que a automação residencial não é futilidade e sim um auxílio relevante na busca pela eficiência energética”, afirma o engenheiro eletrônico Cláudio Marins, colaborador da Associação Brasileira de Automação Residencial (Aureside) e coordenador do Departamento de Tecnologia da Iluminar.

Para ele, é função do integrador orientar o cliente para o investimento em sistemas que realmente tragam benefícios. “O que é mais plausível, investir US$ 200 mil para controlar o home-cinema ou para gerenciar o consumo de energia da casa?”, questiona.

Cláudio garante que, com a integração do controle de equipamentos de iluminação, climatização, aquecimento de água e outras utilidades, é possível reduzir o consumo de energia de maneira significativa, proporcionando ao usuário uma economia que justifica os gastos iniciais com a implantação da automação. “A iluminação é a porta de entrada da automação de uma residência e nos permite constatar os melhores benefícios, como o prolongamento da vida útil das lâmpadas e a redução do consumo.”

O engenheiro eletrônico considera que a economia pode vir com o uso de dimmers para controlar a intensidade da luz nas lâmpadas e afirma que a diminuição da carga térmica da iluminação no ambiente permite também que o ar-condicionado seja menos acionado. Já a integração dos sistemas de áudio e vídeo não possibilita economia significativa. “No entanto, a automação elimina a necessidade de deixar equipamentos em stand by, estado em que há um consumo mínimo que, somado com o passar do tempo, também demanda custo considerável”, acrescenta Elias Patrick Júnior, diretor da Autocasa, empresa especializada no assunto.

A economia gerada pela automatização desses equipamentos é definida pelo próprio usuário. “Com o gerenciamento dimerizado da energia, é possível controlar a intensidade da luz a 100%, estabelecendo assim o consumo das lâmpadas. No caso dos sensores de presença, você pode programar o horário e por quanto tempo vão manter as luzes acesas”, explica o engenheiro de automação Guilherme da Costa Cruz Mendes de Carvalho, projetista da GDS Automação.

IRRIGAÇÃO

A automação também pode contribuir para a racionalização do consumo de água. Segundo Cláudio, com ela o usuário pode, por exemplo, controlar o sistema de irrigação de jardins. Por meio de sensores de umidade, a irrigação só será acionada no horário previamente programado se não estiver chovendo, economizando não só água, mas também energia, já que o sistema só será ligado caso realmente haja necessidade.”

Há ainda os sistemas de reuso de água e para controle da água do chuveiro. “Nesse sistema, a água só sai do chuveiro quando está na temperatura programada, o que evita aquele desperdício da espera pela temperatura ideal, além de possibilitar economia de energia, se a escolha do usuário for por uma temperatura mais baixa”, diz Elias Patrick, acrescentando que é possível integrar aos sistemas de automação residencial tecnologia capaz de detectar vazamentos nos encanamentos internos ou na área externa de uma casa.

Os especialistas alertam, entretanto, que automação residencial não é apenas o controle – remoto ou não – dos equipamentos dos diversos sistemas de uma casa. Ela é a integração inteligente” desses controles, de maneira que proporcione comodidade e eficiência de uso.

De nada adianta espalhar dimmers pela casa, instalar sensores de presença, implantar sistemas de telefonia ou de transmissão de dados se não houver integração do comando, porque cada um deles trabalha de maneira diferente, sem qualquer tipo de comunicação, o que inviabiliza um gerenciamento eficiente, afirma.

Estado de Minas
Deixe seu Recado