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01-Fev-2018 10:42
Neuroarquitetura

5 Tendências de Ambientes Corporativos

fevereiro, 2018, imprensa, Shutterstock.com
O ano de 2018 vem trazendo mais leveza, praticidade e flexibilidade aos ambientes corporativosShutterstock.com
A cidade tem sido mais humanizada com diversas ações para a população, e a tendência para os ambientes corporativos segue a mesma linha! Levando em conta o tempo que passamos no trabalho, a arquitetura tem se atentado a neuroarquitetura, que é o ´impacto do espaço físico no nosso cérebro’. Dados da OMS (Organização Mundial da Saúde) mostram números alarmantes de pessoas sofrendo de depressão e ansiedade no ambiente de trabalho. “Agora é a hora de se preocupar com essa humanização. Procurar amenizar o sofrimento das pessoas nos ambientes de trabalho”, destaca Priscilla Bencke, especialista em projetos e ambientes corporativos.

Demonstrar um acolhimento através do ambiente físico para as pessoas é uma tendência crescente entre as projeções arquitetônicas. Para a arquiteta, a inclusão de elementos naturais, a presença de vegetação ou um jardim, a valorização de uma iluminação natural, tudo isso pode contribuir para ter um ambiente de trabalho onde as pessoas devem se sentir bem, como se estivessem em casa.

Assim como aumentar a produtividade, a elaboração de projetos mais personalizados e individualizados aparece em alta. “As pessoas não querem ser vistas mais como máquinas. Mesmo em grandes empresas, é possível ter algo personalizado. E isso já nasce no projeto, pois o profissional de arquitetura com esse foco mais humanizado faz imersão na empresa, conversa com as pessoas e descobre as necessidades de cada uma para fazer um ambiente que possa melhorar as questões psicológicas desses profissionais”, finaliza Priscilla Bencke.

Priscilla Bencke destaca a seguir outras tendências de arquitetura para 2018. Confira!

1 – Ambientes mais flexíveis: Uma das tendências em arquitetura para 2018 é a de ambientes e até mobiliários ‘mais soltos’ e com menos elementos sob medida. São os ambientes para múltiplas funções, como, por exemplo, uma sala de espera que sirva também como sala de reunião. A própria tecnologia, como o wi-fi, tem auxiliado nessa integração permitindo mobilidade nos ambientes, pois não há necessidade de cabeamento em vários espaços;

2 – Espaços compartilhados: A iniciativa de compartilhamento dos locais de trabalho com muitos co-workers dividindo espaços para trabalhar tem crescido e ganhado adeptos no mundo todo. “Não mais mesas fixas, para um só funcionário”, ressalta Priscilla Bencke. As empresas com colaboradores que viajam muito, por exemplo, podem ocupar as mesas – que ficam vazias e ociosas – deslocando-as para uso de outros profissionais, o que evita custos.

3 – Praticidade: Os projetos corporativos vão ter as instalações mais aparentes, com um estilo mais industrial. “Nem o forro estão colocando nos projetos das empresas, para que haja condições das mudanças. E caso ocorram, tudo será mais rápido e sem a necessidade de realização de obras ou reformas”, aponta Priscilla.

4 – Áreas reduzidas: O desenvolvimento de grandes sedes corporativas no exterior tem cada vez menos a presença de salas enormes de reuniões. “Elas são importantes e as reuniões entre os colaboradores devem ocorrer porque é desses encontros que surgem grandes ideais. Só que elas acontecem, hoje, em ambientes mais alternativos e até compartilhados com outras áreas, como numa sala do café ou realizada em mobiliários soltos, que permitem juntar as cadeiras para uma conversa. O layout tradicional está sendo modificado inclusive por conta da tecnologia, já que podemos fazer reuniões digitalmente”, afirma Priscilla.

5 – Bem-estar do ser humano: Grandes lideranças, de grandes corporações, já entendem que as pessoas, quando se sentem bem, produzem mais e muito melhor. O resultado é um aumento de produtividade para a empresa e um retorno financeiro quando se busca o bem-estar das pessoas.

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